
Os 50 servidores demitidos este mês da Fundação Antares(radio e TV estatais) estão em desespero. É que, todos eles só tinham essa fonte de renda., O caso mais grave é da servidora Maria Lúcia dos Santos, 52 anos. Ela trabalha na instituição há 12 anos e entrou na lista de corte. Ao ser informada do f ato, passou mal, desmaiou e foi levada as pressas para o Hospital de Urgência Dr. Zenom Rocha. Em estado de choque e visivelmente em pânico, Lúcia recebeu apoio do Sindicato dos Jornalistas e dos Radialistas, de onde, por algum tempo foi funcionária. Ela não tem outra fonte de renda, vive com uma filha que também é desempregada e não sabe de onde vaia tirar dinheiro para sobreviver. Inicialmente, tem a promessa de ajuda do Sindicato, mas isso vai passar. Depois, ela não sabe como ficará sua vida. Outro que está em pânico é o repórter Marquinhos que trabalhou na equipe esportiva terceirizada na TV Antena 10 comandada por Oscar de Barros. Ele é solteiro, mora com a mãe que vive de uma pensão, mas alega que também se coloca na mesma de Maria Lucia, ou seja , não tem outro emprego. “Eu moro com minha mãe, mas tenho minhas contas para pegar, meus compromissos para honrar e não sei agora como vou fazer.”, disse quase chorando.
O problema da Cooperativa dos Profissionais de Radio e TV que tem um contrato de prestação de serviços com a Fundação Antares, é que, houve inchaço da folha. Foram empregados três vezes mais do que a quantidade necessária de profissionais. A maioria, cerca de 90%, apadrinhados de políticos do PT. Com a folha nas alturas e com saída do governador Wellington Dias, o novo governador, Wilson Martins, determinou um enxugamento de todos os gastos do estado. Com isso, a Fundação Antares também entrou nessa lista e, por conseqüência teve que reduzir o repasse para a Coooperativa dos Profissionais de Rádio e TV.
Demitidos da Fundação Antares entram em desespero
19 junho 2010
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